Caros (as) amigos (as),
devido a alguns problemas técnicos e dificuldades relatadas por pessoas que acessam o blog, estarei "fora do ar" nos próximos dias tentando achar uma melhor maneira para hospedar o "Três Temas" e interagir com vocês.
Abraços a todos!
terça-feira, 27 de março de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
O (mau) “uso” da Deficiência
Eu não assisti, mas me
contaram. Em conversa com uma amiga fiquei sabendo que, no último sábado, o apresentador Luciano Huck exibiu uma
matéria cujo principal personagem era uma pessoa com deficiência, amputado das
duas pernas. Em resumo, depois de mostrar sua história de luta e superação, o
programa oferecia uma “surpresa” ao personagem: suas tão sonhadas próteses!
Todos choram, se emocionam e ficam felizes no sábado à tarde.
Nada contra a ajudar quem
precisa, mas o episódio merece uma reflexão crítica. Na minha opinião, esta
forma de abordar a questão da deficiência reforça uma visão assistencialista,
piedosa e que deveria estar ultrapassada sobre o tema. Além disso é, no mínimo,
questionável a “boa ação” que tem por trás interesses comerciais, estratégias
de marketing, busca de maior audiência ou coisa que o valha.
No imaginário popular,
altamente afetado por programas deste tipo, histórias como esta reforçam
estereótipos culturalmente associados às pessoas com deficiência: somos um
misto de “super-heróis” com “coitadinhos”. A nossa simples existência é “um
exemplo de vida” e, ao mesmo tempo, dependemos da caridade alheia para
sobreviver. Tais marcas ou rótulos dificultam o entendimento daquilo que
deveria ser óbvio: pessoas com deficiência não são, em função desta condição,
melhores ou piores do que as outras; são cidadãos com direitos e deveres, assim
como todos.
Evidentemente que o
personagem agraciado pelo programa se sentiu feliz e contemplado, mas e os
outros milhões de pessoas com deficiência sem acesso a recursos ou equipamentos
básicos? Será que não seria feito melhor uso da televisão – uma concessão
pública – a discussão sobre as razões pelas quais as pessoas com deficiência
encontram tais problemas?
A falta de acesso a uma
prótese, a insuficiência de material para sondagem nos postos de saúde, os
preços abusivos de equipamentos necessários às pessoas com deficiência, entre
outros problemas, não podem ser repetidamente apresentados como questões individuais,
resolvidos por meio de boa vontade alheia.
E, no caso em questão, esta
“boa vontade” precisa ser qualificada, pois não se trata de uma ação de
caridade anônima, desprovida de interesses particulares. Vamos ser claros: do
apresentador à empresa que doou a prótese, passando pelos patrocinadores do
programa, todos ganham com a exposição da história de superação e recompensa do
nosso personagem com deficiência.
Como coloquei no início, não
assisti ao programa, não sei detalhes da matéria e espero não estar cometendo
injustiças. Seja como for, não quis deixar passar em branco esta reflexão
porque, costumeiramente, a imprensa – por meio de seus jornalistas,
apresentadores e reportes – “usa” a condição da deficiência para insuflar
sentimentalismos, emoções e similares...o que, em geral, dá boa audiência, não
é mesmo?
--------------------------------------------
Obs.: No próximo texto, retomo o tema do acesso ao trabalho das pessoas com deficiência para tratar da questão dos rendimentos.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Panorama recente da inclusão das pessoas com deficiência no mercado formal de trabalho no Brasil (1)
Esse texto faz um breve resumo de um artigo que
escrevi sobre o quatro atual de inclusão das pessoas com deficiência no mercado
de trabalho. Não traz nada de novo, mas reorganiza os dados da Relação Anual
de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que a
partir de 2007 passou a divulgar o número e o perfil dos vínculos empregatícios
exercidos por pessoas com deficiência.
Este exercício – no qual simplesmente apurei a média
dos valores encontrados nos anos de 2007, 2008, 2009 e 2010 – consolida
tendências já observadas por aqueles que estudam e/ou lidam com esta temática.
Antes de apresentar os números, vale sempre lembrar e esclarecer que os dados fornecidos pela RAIS apresentam uma “radiografia” do
total de empregos/vínculos formais exercidos por pessoas com algum tipo de
deficiência num determinado momento do tempo (último dia do ano).
Outra fonte que poderia ser usada são os números das
Superintendências e Gerências Regionais do Trabalho e Emprego que atuam na
fiscalização direta quanto ao cumprimento da “Lei de Cotas”. Os valores
encontrados nessas bases de informação indicam o volume ou “fluxo” de
contratações, ano a ano, das pessoas com deficiência nas empresas com cem ou
mais empregados (obrigadas a cumprir a “Lei de Cotas”). A RAIS, por sua vez,
conforme colocado acima, nos fornece uma “radiografia” do número absoluto (ou
“estoque”) de empregos ocupados por pessoas com deficiência no mercado formal
no conjunto total das empresas (independentemente do seu porte).
A tabela abaixo resume os dados da RAIS nos últimos
quatro anos disponíveis:
Número médio de vínculos formais exercidos por tipo de
deficiência – Brasil – 2007 a
2010
|
Tipo de Deficiência
|
Número de vínculos
|
Participação (%)
|
|
Física
|
169.427
|
53,6
|
|
Auditiva
|
78.004
|
24,7
|
|
Visual
|
13.701
|
4,3
|
|
Intelectual
|
11.999
|
3,8
|
|
Múltipla
|
4.177
|
1,3
|
|
Reabilitados
|
38.581
|
12,2
|
|
Total
|
315.888
|
100,0
|
Neste período, em média,
315 mil postos de trabalho estavam ocupados por pessoas com deficiência ao
final de cada ano. Observa-se, claramente, o predomínio das pessoas com
deficiência física e auditiva – que juntas tem uma participação de 78,3% das
vagas. Por outro lado, há uma sub-representação das pessoas com deficiência
visual e intelectual, que respondem apenas, em conjunto, por 8,1% dos vínculos
formais.
Como já se sabe, há um “padrão
de preferência” em que deficientes visuais (cegos) e pessoas com deficiência
intelectual sofrem mais para conseguir acesso ao mercado de trabalho, cujo
acesso é mais fácil para surdos (deficientes auditivos) e pessoas com
deficiência física. Seria preciso aprofundar as investigações para identificar
os determinantes deste processo, mas a experiência prática daqueles que lidam
cotidianamente com esta temática nos ajuda a entender tal situação.
Ocorre que, infelizmente,
parte dos empresários busca trabalhadores com deficiência em função não de
atributos de qualificação profissional, mas de “mais facilidades” para
incorporação destas pessoas ao ambiente de trabalho. Em outras palavras,
enquanto deficientes auditivos e pessoas com limitações físicas (leves) não
exigem grandes modificações arquitetônicas ou investimento em recursos de
suporte, há resistências para contratação de pessoas com deficiência visual ou
mental/intelectual. Muitos supõem que tais grupos exijam uma ação ou
investimento de grande monta na empresa para lhes proporcionar autonomia no
trabalho, o que não corresponde à realidade.
É verdade que essa hipótese
poderia ser melhor confirmada se fosse possível distinguir dentre aqueles com
deficiência física os cadeirantes, usuários de órtese/prótese, amputados, etc.
Mas, conforme colocado acima, muitas pessoas que trabalham no dia-a-dia com a inclusão
ainda relatam restrições colocadas por empresas em relação a determinados tipo
de deficiência, o que configura uma conduta discriminatória.
No próximo texto,
trataremos da questão dos rendimentos auferidos pelas (poucas) pessoas com
deficiência que conseguem acessar o mercado de trabalho formal no Brasil.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Pensamento do Dia
Muito pior do que os caminhoneiros que fazem greve são os donos de postos que, de forma oportunista e gananciosa, aumentam os preços do combustível.
terça-feira, 6 de março de 2012
Ausência e palpites
Por boas razões - tenho trabalhado bastante - não tenho conseguido escrever esses dias no blog. Mas vamos ver, até sexta-feira vou tentar mandar alguma coisa! Por enquanto, só na base do telégrafo (hoje, twitter):
1 - Só medidas pontuais não adiantam, para a o Brasil voltar a crescer 5% ao ano - e interromper o processo de desindustrialização - é preciso reposicionar câmbio (desvalorizar) e juros (menores).
2 - O voto conservador e anti-petista na cidade de São Paulo será novamente suficiente para levar o Serra à prefeitura? Vou arriscar: não.
3 - O time do Corinthians atual - competitivo, forte e seguro - mas totalmente sem brilho e criatividade, é suficiente para ir longe (ganhar, quem sabe) a Libertadores? Vou arriscar: sim.
Abraços a todos!
1 - Só medidas pontuais não adiantam, para a o Brasil voltar a crescer 5% ao ano - e interromper o processo de desindustrialização - é preciso reposicionar câmbio (desvalorizar) e juros (menores).
2 - O voto conservador e anti-petista na cidade de São Paulo será novamente suficiente para levar o Serra à prefeitura? Vou arriscar: não.
3 - O time do Corinthians atual - competitivo, forte e seguro - mas totalmente sem brilho e criatividade, é suficiente para ir longe (ganhar, quem sabe) a Libertadores? Vou arriscar: sim.
Abraços a todos!
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Velhos Carnavais e novos Ciclos de Vida
Sexta-feira de Carnaval. Nos velhos tempos, já estaria sentindo aquele “comichão” por dentro. Especialmente uns 20 anos atrás. Quando eu tinha 15, em 1991, pela primeira vez meus pais deixaram a casa e viajaram para Mogi Mirim, permitindo que eu e amigos passássemos o Carnaval aqui em Campinas. Sensação de liberdade plena, de que tudo era possível, de que a festa duraria para sempre.
Logo no sábado de manhã, iam chegando: Negão, Rolha, Nano, Mauro, Jabá, Donho, Bruno, Formiga e tantos outros. Eles e as respectivas caixas de Skol, além de, eventualmente, uma ou outra garrafa de vodca ou pinga mesmo. Quatro dias pela frente. Durante os dias, churrasco, nas noites, bailes de Carnaval, com destaque para o Círculo Militar. Íamos de camelo (andando), e na volta, não sei como. A parada obrigatória era na padaria para o café da manhã. Depois, horas de sono, churrasco, baile e tudo de novo.
Vez ou outra, arriscávamos um baile em outro lugar, como a Fonte São Paulo ou uma boate qualquer. Nessas ocasiões, malabarismos para caber oito no Fiat uno do Jabá. O carnaval na casa dos meus pais aconteceu 3 anos seguidos, dos 15 aos 17 anos. Algumas coisas, é claro, ficam só entre os que participaram. Evidente que o objetivo maior, ainda mais naquela idade, só poderia ser “ficar” com o maior número de meninas possível. Mas tirando um ou outro galã, nosso desempenho não era muito bom não. Não importava, a diversão estava garantinda e não víamos a hora do Carnaval seguinte chegar.
O tempo passou e tanta coisa aconteceu. Hoje o Carnaval, assim como os outros feriados, é uma oportunidade de descanso, de ficar com a família (é claro que as caixas de Skol continuam sendo permitidas). E não escrevo este texto para reclamar ou me aprisionar num sentimento nostálgico. Ao contrário, é bom ter lembranças e histórias para contar, mas é melhor ainda ter ido em frente, fechando e abrindo novos ciclos de vida.
Eu queria chegar aí para desejar bom Carnaval a todos e, ao mesmo tempo, compartilhar o texto abaixo, indicado pelo meu pai, do Fernando Pessoa, que se chama: “Encerrando Ciclos”:
“Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão”.
Até a quarta-feira de cinzas! Abraços!
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Adesões ao Manifesto
Reproduzo abaixo informações
relacionadas à divulgação do Manifesto contrário à flexibilização da "Lei
de Cotas" e, ao final, a lista de pessoas que já assinaram o documento.
-------------------------------------------------------
O Manifesto foi divulgado através dos boletins
"Info-Ativo Defnet" (Jorge Márcio) e "Novidades do Dia"
(Fábio Adiron). Ele também foi amplamente difundido pelo Facebook e Twitter, e
encontra-se nas seguintes páginas:
"Bengala Legal" (MAQ)
"Inclusive - inclusão e cidadania"
(Patrícia Almeida)
"Rede Inclusiva" (Cláudia Grabbois)
Por meio de correio eletrônico, enviamos o
manifesto para o gabinete da Presidência da República, Supremo Tribunal
Federal, presidência da Câmara, presidência do Senado Federal, gabinete da
Ministra-Chefe da Casa Civil, Procuradoria-Geral do Trabalho e Secretaria de
Estado das Pessoas com Deficiência de São Paulo.
Hoje também enviamos para os Deputados e Senadores
que compõem a Frente Parlamentar dos Direitos das Pessoas com Deficiência, a
saber: Deputado Romário, Deputado Eduardo Barbosa, Deputado Geraldo Resende,
Deputado Walter Tosa, Deputado Mandetta, Deputada Mara Gabrilli, Deputada
Rosinha da Adefal (presidente), Deputado Otávio Leite, Senador Wellington Dias,
Senador Paulo Paim e Senador Lindberg Farias.
Sabemos que nem sempre as autoridades respondem os
e-mails. Por isso, com a ajuda de Rita Mendonça, assessora da Deputada Rosinha
da Adefal, na próxima semana os destinatários supracitados receberam cópia
imprensa protocolizada do Manifesto.
Acredito que o nosso maior avanço tenha sido
articular uma posição comum entre, até agora, 64 pessoas. Pessoas que, de uma
forma ou de outra, enquanto ativistas sociais ou gestos públicos, têm ligação
com a temática da inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.
Se conseguirmos manter e aperfeiçoar esta rede, poderemos responder de maneira
mais eficaz às novas investidas que certamente virão contra a Lei de Cotas e,
mais do que isso, discutir com profundidade questões que possam ampliar e
melhorar o acesso das pessoas com deficiência ao mercado de trabalho. Abaixo
aqueles que já assinaram o Manifesto:
Adriana Dias - Pessoa com Deficiência Física
e Osteogenesis Imperfecta e Coordenadora do GT permanente de Deficiência e
acessibilidade da Associação Brasileira de Antropologia.
Adilso
Luis Pimentel Corlassoli - Coordenador da Educação Especial da
Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre. 1o Presidente do Conselho
Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Porto Alegre.
Alexandre
Mapurunga - Associação Brasileira Para Ação por
Direitos das Pessoas com Autismo
Ana
Maria Machado da Costa - auditora fiscal do trabalho,
coordenadora do Projeto de Inclusão de pessoas com deficiência no trabalho da
SRTE no RS.
Anahi Guedes de Mello - cientista
social, é uma das fundadoras do Centro de Vida Independente de Florianópolis
(CVI-Florianópolis).
André
Luiz de Pinho
Antônio
Muniz da Silva - Presidente da Associação Pernambucana de
Cegos
Antonio Santos Pereira -
Membro do CVI Bahia e do Perspectivas em Movimento - Inclusão
Artístico e Cultural da Pessoa com Deficiência.
Carlos
Aparício Clemente – Vice Presidente do Sindicato dos
Metalúrgicos de Osasco e Região e Coordenador do Espaço da Cidadania.
Claudia Grabois – membro da comissão de direitos humanos da
OAB/RJ, coordenadora jurídica e de políticas publicas de inclusão do
Portal Inclusao Já, coordenadora da Rede Inclusiva - Direitos Humanos BR,
membro do conselho jurídico do Instituto Baresi, ex presidente da FBASD, ex
gestora de educação especial do município do Rio de Janeiro-IHA/SMERJ.
Cláudio
Vereza – Deputado Estadual – Espírito Santo.
Eduardo
Fagnani – economista, professor no Instituto de
Economia da Unicamp.
Eduardo
Soares Guimaraens – jornalista, especialista em redes sociais e
membro do CVI Araci Nallin
Edyléa
Corrêa Lima - Psicóloga.
Elaine
Guadelupe Rodrigues - Professora Adjunta da Universidade Federal
de São Paulo, farmacêutica.
Ernesto
Luiz Muniz Moreira - Engenheiro Civil, área de Engenharia de
Projetos e Projetos de Acessibilidade, colaborador do grupo Floripa Acessível
do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis-SC e Presidente do
CVI-FLORIPA( Centro de Vida Independente de Florianópolis-SC).
Fernando
Antonio Pires Montanari – Economista.
Flavia
Maria de Paiva Vital – Analista de Gestão da Companhia de
Engenharia de Tráfego de São Paulo, prestando serviços para Secreteria de
Estado dos Direitos das Pessoas com Deficiência.
Flávio
Scavasin - graduado em Direito pela USP e
pós-graduado pela FGV. Ex-diretor do Parque Villa-Lobos no período de sua
expansão e acesssibilização. Coordenador da Secretaria de Estado dos Direitos
da Pessoa com Deficiência.
Genário
Viana Filho – Servidor Público Federal.
Genival
Santos – advogado formado pela PUC-SP.
Gildete
Ferreira - Assistente Social. Militante desde 1980 na área,
tendo atuado na AFR, ADFERJ, CVI-Rio, APADA - Niterói e Coordenadoria de
Políticas para PcD na Prefeitura Municipal de Niterói. Atualmente assessorando
a Superintendência de Política para Pessoa com Deficiência da
Secretaria de Estado de Assistência Social e Direito Humanos.
Mestranda em Política Social na UFF.
Guirlanda
Benevides - Economista, especialista em Economia do
Trabalho e Sindicalismo (UNICAMP) e responsável pelo Programa de Inclusão de
Pessoas com deficiência no Mercado de Trabalho/MTE/GRTE-CAMPINAS.
Gustavo
A. Barros – advogado e deficiente visual.
Hélio de Araújo - Professor, ativista na defesa dos direitos das pessoas
com deficiência, membro do Conselho Municipal de Educação de Petrolina.
Hélio
Morais Pereira - participante voluntário de instituições pró
deficientes visuais de outras organizações da sociedade civil em Goiás.
Ida
Célia Palermo - Consultora de Inclusão Social, Presidente do
CVI-Campinas.
Izabel Maria Madeira de Loureiro Maior -
médica fisiatra e docente da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do
Rio de Janeiro, integrante do Núcleo Interdisciplinar de Acessibilidade e
Inclusão da UFRJ, especialista e consultora na área de políticas públicas de
inclusão das pessoas com deficiência. Ex-Secretária nacional da Secretaria
Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Secretaria de
Direitos Humanos da Presidência da República.
Jorge
Márcio Pereira de Andrade - médico, psicanalista,
psiquiatra, analista institucional, fundador do DEFNET Centro de
Informações e Informática sobre Paralisias Cerebrais,
Ativista de Direitos Humanos e responsável pelo Blog INFOATIVO.DEFNET
CAMPINAS SP.
José
Carlos do Carmo – médico, auditor fiscal do trabalho. Coordenador
do programa de inclusão da pessoa com deficiência da SRTE/SP/MTE.
Josué
Ribeiro Costa da Silva – Internauta que assinou o
manifesto por meio do blog Bengala Legal.
Jucilene
Braga Silva Evangelista - Deficiente visual.
Kátia
Ferraz – Presidente do Centro de Vida Independente
de Belo Horizonte.
Katia Fonseca - Jornalista, ativista de
Direitos Humanos, conselheiro-consultiva do CVI-Campinas.
Leno F Silva – consultor em comunicação e
sustentabilidade, sócio-diretor da LENOorb - Negócios para um mundo em
transformação.
Lilia
Pinto Martins – Psicóloga clínica, com experiência
profissional no campo da psicologia da reabilitação. Uma das fundadoras e atual
presidente do CVI-Rio.
Lothar
Bazanella - Deficiente visual analista de sistemas.
Maria Lucia Gaspar Garcia –
Psicóloga e voluntária do CVI-Campinas.
Marcio Castro de Aguiar - Fisioterapeuta,
Cego, ativista na defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, fundador do
CVI-Niterói.
Marco
Antonio Queiroz – Conteudista do
site Bengala Legal e Especialista em Acessibilidade Web.
Maria
Aparecida Gugel – Subprocuradora Geral do Trabalho.
Maria Aparecida Ouvinhas Gavioli - Pedagoga, especializada na área de deficiência intelectual e educação especial. Professora universitária do Curso de Pedagogia da FAPEC - (Faculdade Paulista de Educação e Comunicação de Ibiúna); assessora na área de inclusão educacional.
Maria Cristina de Souza Leão Attayde -
servidora pública federal vinculada ao Ministério do Planejamento,
Orçamento e Gestão.
Maria Eduarda Silva Leme –
psicóloga, doutora em Educação-Unicamp. Coordenou o programa de atenção à
pessoa com deficiência no INSS Campinas.
Marilene
Vian Guilherme - pedagoga aposentada, deficiente visual
total.
Marina
Teresa da Fonseca – Publicitária, pessoa com deficiência,
Campinas-SP.
Marta
Gil – socióloga, consultora na área da
Deficiência e Coordenadora Executiva do Amankay Instituto de Estudos e
Pesquisas.
Melissa Bahia – Consultora na área de
Empregabilidade para Pessoas com Deficiência.
Messias
Tavares de Souza - Bancário aposentado, militante pela
Inclusão das pessoas com deficiência.
Naira
Rodrigues – Fonoaudióloga, Presidente do Conselho
Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência de Santos/SP.
Reinaldo
Bulgarelli - sócio-diretor da Txai Consultoria e
Educação.
Renato
Tadeu Barbato - arquiteto e urbanista, Deficiente total,
Representante suplente do IAB/SP na Comissão Permanente de Acessibilidade na
Prefeitura de São Paulo.
Rita
de Cássia Tenório Mendonça - advogada humanitária, pesquisadora e
consultora em inclusão social e direito ao trabalho.
Rodrigo
Galvão dos Santos - Advogado, Deficiente Visual, São Paulo/SP
Ronaldo
André Bácry Brasil – Presidente do Centro de Vida Independente
do Amazonas – CVI-AM, Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência
de Manaus –CMDPD-Manaus. Presidente do CVI-Brasil.
Roseli Bianco Piantoni – conselheira
do CMPD/Campinas – Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência;
Conselho Local de Saúde do CRR e Vice Presidente do CVI Campinas.
Rosinha
da Adefal - Deputada Federal, Presidente da Frente
Parlamentar do Congresso Nacional em Defesa dos Direitos das Pessoas com
Deficiência (FrentePcD). Coordenadora da ONEDF.
Samuel
Alesse Leandro - portador de
deficiência visual.
Sérgio
Ramos de Farias – analista de sistemas, formado em
administração e pós-graduado em Gestão de projetos.
Silvia Pereira de Brito –
assistente social, Mestre em Serviço Social pela PUC-SP.
Sonia
de F.T. Rodrigues – Movimento Social pessoas com deficiência.
Teda
Ferreira Pellegrini – psicóloga, Membro da diretoria do CVI Araci
Nallin.
Vinicius Gaspar Garcia - economista
e pesquisador na Facamp, Doutor em Economia Social e do Trabalho pela Unicamp,
co-fundador do CVI-Campinas e diretor de relações institucionais do CVI-Brasil.
Xyco
Theophilo – Secretaria dos Direitos
Humanos/Coordenadoria da Pessoa com Deficiencia, da ONEDEF, e Associação dos
Deficientes Motores do Ceara ADM.
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